sexta-feira, 28 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Festival do Chocolate é bem avaliado; problemas sugerem novas mudanças

Desde que foi noticiada a mudança de local do Festival do Chocolate, evento gastronômico e cultural
reconhecido em toda a região, surgiram diversos comentários sobre o novo format
o da festa e, sobretudo, no tocante ao espaço que iria acomodar o público desta quinta edição. A nova roupagem atraiu os olhares da população local e de turistas que mesmo diante das más condições do clima e dos eventuais contratempos, compareceram, ainda que timidamente em alguns dias, para
avaliar o que havia de novidade neste ano.
Em análise comparativa com as edições anteriores, a maturidade da festa revelou que arriscar valeu à pena. Essa ao menos foi a visão de autoridades que, meses atrás, afirmavam que essa transição seria uma prova para sentir quais mudanças seriam positivas e necessárias para “remodelar” o cenário. “Nós sabíamos que esse seria mais um teste que nos mostraria quais adaptações deveriam ser feitas para que a festa continue sendo um sucesso de público. Esta edição funcionou como a primeira, tudo teve ‘ar’ de novidade. Agora é hora de colocar na balança os erros e os acertos para que a próxima edição seja ainda melhor”, define o secretário de
Desenvolvimento Econômico e Turismo da cidade, Marcelo Dias Menato.
Para o presidente do Ribeirão Pires Futebol Clube (local que sediou a quinta edição da festa), Anderson Grecco, foi uma festividade que reuniu as famílias e valorizou ainda mais o espaço de um dos mais tradicionais clubes do Grande ABC. “Além de dar maior visibilidade ao clube e mostrar que o local consegue somar junto ao Festival do Chocolate, achei importante a presença das famílias que compareceram nas dependências e vieram apoiar essa recém chegada da festa no RPFC”, comenta Grecco.
Apesar de muitos elogios à nova estrutura, há também o outro lado do Festival. Engana-se quem pensou que o custo dos ingressos fosse incomodar a população. Os maiores problemas, citados pelo
s frequentadores, foram os horários dos shows, a ausência de transporte público após às 23h30, o acesso à área de idosos e gestantes e o piso que cedeu durante as fortes pancadas de chuva nas últimas semanas.
“Achei que ficaram bem posicionados os chalés, gostei da estrutura, mas o piso está muito ruim. Minha esposa escorregou várias vezes e minha filhinha tropeçava em vários buracos que se formaram no tablado”, apontou José Reis de Miranda, morador de Mauá.
Contudo, dentre a opinião popular, a maior problemática se manteve nos horários das apresentações. Algumas pessoas que dependiam do transporte de trens e ônibus acabavam saindo na metade do
s shows por receio de perderem a condução. Foi o caso de Sandra Regina Dal Ponte, residente de São Bernardo. “Essa é a segunda vez que venho assistir aos shows, na primeira só consegui ver 20 minutos da apresentação com medo de perder o transporte”, frisou.
Cultura desenvolve um papel
Para muitos, o espaço do Ribeirão Pires Futebol Clube colaborou ainda mais para a ascensão do cenário cultural que compôs o Festival do Chocolate. O salão principal recebeu chalés de artesanato, pinturas, músicas de vários segmentos, danças e serviços de utilidade que apontaram o diferencial não visto nos outros anos. “Esse espaço sem dúvida alguma ajudou para integrar as pessoas com as diferen
tes artes e ainda reforçar a ideia de que os artistas da região tem muito a nos mostrar. No Complexo Cultural não havia tanta interação do público quanto houve nesse ano”, opina a coordenadora de Cultura e artista Lilian Zampol, que durante o evento apresentou suas obras, dentre elas, quadros pintados a partir de chocolate.
Como prova de que a veia artística deu o tom e agradou os visitantes da festa nos 14 dias, foi possível notar que enquanto do lado de fora do salão social os chuviscos ocasionais e o frio incomodavam a todos, na parte interna em que ocorriam as atrações musicais e de dança, concentrava-se sempre um número expressivo que acompanhava o trabalho dos artistas regionais. “O interessante foi que enquanto há shows nas proximidades do campo, aqui dentro tem apresentações de muita qualidade e que na minha opinião
vale à pena observar. No espaço antigo havia uma concentração maior para as atrações principais. Esse ano percebi que a programação foi melhor definida e distribuída”, avaliou Letícia de Paula Sobrinho, uma das visitantes no último final de semana da festa.
Outra visibilidade que deu dinâmica ao Festival do Chocolate foi a oportunidade que quatro conjuntos que participaram do Concurso de Bandas promovido pela Prefeitura tiveram durante os meses de julho e agosto. Inclusos nas grades de programação, os músicos puderam expor suas formas de expressão de uma maneira diferente: sentiram responsabilidades muito maiores. “Foi muito bacana abrir o Festival. A responsabilidade dobra de tamanho, ainda mais quando você sabe que tem gente de outras cidades te vendo cantar. Sem dúvida foi muito bom tocar aqui, para toda a banda que começa uma história esse é u
m momento que não se pode perder”, disse o vocalista da Hollywood Rocky, Luciano Rodrigues dos Santos.
Grandes grupos de dança também marcaram presença nesta edição, um dos nomes que agitou o público no último dia de festa foram os dançarinos do grupo Arte e Movimento da escola João Roncon. As coreografias embalaram a plateia que aguardava pelo show de encerramento da dupla sertaneja César Menotti e Fabiano (show que registrou recorde de público com 30 mil pessoas).
Outros nomes do segmento como a Cia de Dança Shirley Luiz, Dell’A
rte e Karen Kihara tiveram bons olhares diante de suas performances.
Gastronomia afiada
Os 50 chalés gastronômicos instalados ao redor do campo do Ribeirão Pires Futebol Clube trouxeram novamente uma mescla de sabores com iguarias que atenderam todos os gostos. Neste ano a parceria com a empresa Nestlé rendeu maior qualidade aos produtos oferecidos e, de quebra, afinou a tônica de que em cinco anos o Festival tornou-se o foco para grandes patrocinadores investirem suas marcas.
Em alguns momentos, comerciantes apostaram que o fraco movimento de alguns dias foi devido a chuva e o frio. Porém, estimativas da Prefeitura encaminhadas pela Assessoria de Imprensa revelaram que durante todo o Festival do Chocolate, 175 mil pessoas visitaram as dependências do Ribeirão Pires Futebol Clube.
Os recordes ficaram por conta do último sábado e domingo, em que a banda Capital Inicial e a dupla César Menotti e Fabiano se apresentaram (veja infográfico abaixo).

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